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16/03/2023 às 10h26min - Atualizada em 16/03/2023 às 10h26min

Homicídio, estelionato, tentativa de suborno... as acusações contra o pastor assassinado em Maceió

Alisson Lins foi morto a tiros na porta de casa, na Ponta Grossa, nesta quarta-feira. Ele respondia a processos na Justiça e era alvo de várias queixas registradas na Polícia Civil.

Por g1 AL
https://g1.globo.com
Alisson Lins, pastor de igreja evangélica assassinado na Ponta Grossa, em Maceió — Foto: Arquivo pessoal
O pastor evangélico Alisson Anderson Gonçalves Lins, morto a tiros nesta quarta-feira (15), tem várias passagens pela polícia e já tinha sido preso anos atrás por homicídio qualificado, processo ao qual respondia em liberdade. Ele foi executado na porta de casa no bairro da Ponta Grossa, em Maceió.
 
Com uma extensa ficha criminal, Alisson já tinha sido autuado também por estelionato e corrupção ativa. Ele chegou a registrar um Boletim de Ocorrência para relatar que vinha sendo ameaçado de morte por integrantes de uma facção criminosa.

Reprodução - Redes sociais
 
O pastor evangélico foi preso pelo assassinato de Wanderson Kleyson Batista Lopes em 2014. Em 2019, a Justiça revogou a sua prisão preventiva e impôs medidas cautelares ao réu para poder responder em liberdade.
 
Disponível para consulta no sistema do Tribunal de Justiça de Alagoas, o processo de homicídio qualificado continua em aberto. A última movimentação foi o agendamento de uma audiência de instrução para o dia 5 de junho deste ano.
 
Em 2021, uma equipe da PM o levou para a Central de Flagrantes depois de pará-lo em uma blitz no bairro da Levada e constatar irregularidades no veículo. Consta na ocorrência que ele perguntou quanto os militares queriam para liberá-lo. Ele foi liberado, mas acabou acusado de corrupção ativa. O processo também continua em aberto e pode ser consultado no sistema do TJ-AL.
 
Em 2022, uma mulher registrou um Boletim de Ocorrência contra Alisson por estelionato. Ela afirmou que uma amiga tinha indicado o pastor para ajudá-la a fazer um cartão de crédito, que seria usado na abertura de seu negócio, mas ele teria dito à mulher que não conseguiu fazer o cartão e ofereceu empréstimo de R$ 5 mil.
 
Contudo, segundo a denunciante, o dinheiro nunca chegou em suas mãos. Tempo depois, ela teria recebido cobranças de um banco no valor de quase R$ 73 mil de um empréstimo feito em seu nome. Ao procurar o pastor, ele teria dito que resolveria tudo.

Trabalhos sociais e vida de influencer digital
 
Em contradição aos crimes pelos quais era acusado, Alisson demonstrava na internet ser um homem cristão, que gostava de ajudar o próximo. Ao lado de sua esposa, o pastor liderava cultos na igreja Assembleia de Deus Brasas Vivas.

Ele também fazia sucesso nas redes sociais. Com vídeos de mensagens inspiradoras, ele usava do bom humor para atrair seguidores.
 
No Instagram e no Tik Tok sempre mostrava os trabalhos sociais que fazia e postava que organizava campanhas beneficentes para ajudar os mais necessitados. Fã de futebol, também organizava eventos na Super Liga de Futebol 7.
 
Polícia busca imagens de câmeras de segurança
 
A morte de Alisson está sendo investigada pela delegada Rosimeire Vieira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
 
A delegada solicitou imagens de monitoramento para tentar chegar aos autores do crime. Os homens que atiraram contra Alisson foram vistos em um carro branco, mas não há mais informações sobre os criminosos

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