“A resolução de hoje é um tratado de paz. O mundo quer que termine o sofrimento humano na Ucrânia. Esse tratado se aplica a Ucrânia e seus países vizinhos. Continuarei fazendo tudo ao meu alcance para que acabam a hostilidade”, disse António Guterres, secretário-geral da ONU após o resultado.
A reunião foi convocada por 95 dos 193 países que compõe o colegiado do Conselho de Segurança da organização e realizada de forma emergencial devido à guerra. Para aprovação da medida eram necessários dois terços dos votos.
Além de condenar a invasão da Ucrânia, o documento ressalta que a aquisição de territórios por uso da força não deve ser reconhecida como legal. Ou seja, o objetivo da resolução é expressar que diversos países são contrárias as ações dos russos
Os votos contra a condenação da invasão russa foram de Belarus, Coreia do Norte, Eritreia, Síria e da própria Rússia. China, Cuba e Índia, por exemplo, estão entre o grupo de países que se absteve da votação.
O Brasil votou a favor da proposta. Durante a reunião, o embaixador brasileiro na ONU, Ronaldo Costa Filho, pediu “engajamento” de “todos os atores” para um acordo diplomático.
“A paz exige a retirada de tropas e um trabalho amplo das partes. A resolução não pode ser entendida como algo que permita a aplicação indiscriminada de sanções”, disse.