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28/02/2022 às 19h30min - Atualizada em 28/02/2022 às 19h30min

A Rússia poderá destruir o planeta numa guerra nuclear? Veja a estimativa de armamento dos países

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A guerra que aconteceu há quase 80 anos, ainda está muito presente na nossa vida. As aulas de história, os filmes, documentários e séries trazem-nos pormenores de um terror vivido no mundo até 1945 e que hoje é de novo ameaça no mundo, mesmo sem sabermos o impacto que isso terá no futuro das sociedades. A palavra proibida foi usada, a ameaça nuclear volta a atemorizar o planeta!

Em agosto de 1945, as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki foram destruídas por bombas nucleares e mataram, pelo menos 129 mil pessoas, além de todos os efeitos devastadores para a saúde de outros tantos milhares provocados pelas radiações. E o que poderia acontecer, nos dias de hoje, sob uma ameaça de guerra nuclear?

Atualmente, o mundo tem na sua posse um número estimado de 12 700 ogivas nucleares. Não se sabe ao certo qual o armamento de cada país, mas estima-se que será a Rússia o país com mais armas na sua posse, seguido dos Estados Unidos da América. Segundo os dados a FAS, Federal American Scientist, serão 5977 e 5428 ogivas nucleares, respetivamente.

Como tal, quando Vladimir Putin ordena a invasão de um país e dá início a uma nova guerra sob ameaça nuclear, é inevitável que o mundo não fique alerta e com receio do que poderá acontecer com os desenvolvimentos.


Armas nucleares: O mundo volta a tremer com a ameaça da Rússia - Até onde poderá ir a destruição provocada por uma bomba nuclear? Esta é uma questão que nos intriga e que, na verdade, nos amedronta tendo em consideração a história já conhecida. A bomba atómica que caiu em Hiroshima, no Japão, a 1945, provocou a morte de 66 mil pessoas e feriu outras 69 mil, extrapolando para os dias de hoje, se esta bomba caísse numa cidade metropolitana atual, como Londres, por exemplo, o número de mortos poderia ir para os 90 mil e os feridos para os 272 mil.

Estes valores são assustadores e revelam bem a dimensão que teria uma guerra no presente.

A verdade é que não há uma fórmula exata para estimar o impacto de uma única bomba nuclear, porque depende de muitos fatores, incluindo o clima no dia em que foi lançada, a hora do dia em que foi detonada, a própria geografia do local atingido e se explode no chão ou no ar.

Ainda assim, existe alguma previsibilidade das consequências devastadoras de uma arma destas. Existem na Internet até alguns serviços que simulam o impacto da detonação de uma bomba nuclear, como o Outrider.

Cerca de 35% da energia de uma explosão nuclear é libertada na forma de radiação térmica. Como a radiação térmica viaja à velocidade da luz (aproximadamente), a primeira coisa que atingirá uma pessoa é um flash de luz e calor ofuscantes.

Só a luz em si será suficiente para causar algo chamado cegueira por flash – uma forma geralmente temporária de perda de visão que pode durar alguns minutos.

O impacto no corpo humano - Num vídeo interativo criado pela AsapSCIENCE, são revelados alguns factos interessantes, relacionados com os efeitos para as pessoas e para o meio envolvente, com base numa bomba de 1 megaton, que, ainda assim é 80 vezes maior que a detonada em Hiroshima, mas muito menor que as armas nucleares modernas.

Para uma bomba deste tamanho, pessoas a até 21 km de distância teriam esta cegueira instantânea num dia claro, e pessoas a até 85 km, ficariam temporariamente cegas numa noite clara.

O calor seria terrível para aqueles mais próximos da explosão. Queimaduras de primeiro grau podem ocorrer a até 11 km de distância, e queimaduras de terceiro grau poderiam afetar qualquer pessoa a até 8 km de distância. Queimaduras de terceiro grau que cobrem mais de 24% do corpo provavelmente seriam fatais se as pessoas não recebessem cuidados médicos imediatamente.

Estas distâncias são variáveis, dependendo dos fatores já relatados, mas também do próprio tipo de roupa que se está a vestir – roupas brancas podem refletir um pouco da energia de uma explosão, enquanto roupas mais escuras a absorvem. É improvável, no entanto, que isso faça muita diferença, principalmente para quem ficará perto do centro da explosão.

As temperaturas perto do local da explosão da bomba durante a explosão de Hiroshima foram estimadas em 300.000 graus Celsius – o que é aproximadamente 300 vezes mais quente do que a temperatura em que os corpos são cremados.
 

Dentro de um raio de 6 km, com uma bomba de 1 megaton, as ondas de choque produziriam 180 toneladas métricas de força nas paredes de todos os edifícios de dois andares e velocidades do vento de 255 km/h. No raio de 1 km, o pico de pressão é quatro vezes maior e a velocidade do vento pode chegar a 756 km/h.

Tecnicamente, as pessoas podem suportar tal pressão, no entanto, a maioria seria morta pela queda de edifícios.

Os efeitos da radiação - Há depois, o perigo de envenenamento por radiação nuclear, sendo que estes não são apenas efeitos imediatos, sendo mesmo os mais duradouros. Um estudo de simulação publicado em 2019 refere que uma guerra nuclear entre os Estados Unidos e a Rússia mergulharia a Terra num inverno nuclear em poucos dias, devido aos níveis de fumo e ferrugem libertados na atmosfera.

Além disso, as partículas radioativas podem viajar por largos quilómetros, afetando mesmo a população mais longínqua do epicentro do rebentamento da bomba. No entanto, estes são apenas efeitos hipotéticos.

Neste momento, Ucrânia e Rússia estão sentados à mesa das negociações, mas não se sabe o que poderá sair desta reunião. As intenções de Putin são uma incógnita, e a ameaça nuclear, apesar de todos os tratados internacionais existentes, é real.

 


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