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28/09/2021 às 20h37min - Atualizada em 28/09/2021 às 20h37min

Deputados do PT na Câmara comparam Arthur Lira com Eduardo Cunha

Avaliação é que Lira usa a distribuição de emendas para consolidar apoio a sua possível reeleição ao comando da Câmara, em 2023

Igor Gadelha
https://www.metropoles.com/
Reprodução
Deputados federais do PT passaram a comparar alguns movimentos políticos do atual presidente da Câmara, Artur Lira (PP-AL), com os do ex-deputado e ex-presidente da Casa Eduardo Cunha (MDB).


A avaliação de petistas é que Lira usa a distribuição das emendas parlamentares do Orçamento da União, controlada por ele, como uma forma de consolidar apoio a sua possível reeleição ao comando da Câmara, em 2023.

Petistas lembram que Cunha, que teve Lira como aliado por muito tempo, recorreu a movimento semelhante para se eleger presidente da Casa em 2015. Na época, porém, o parlamentar usou a estrutura da liderança do MDB na Câmara.

Cunha comandou a bancada entre 2013 e 2014, dois últimos anos do primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). No período, o MDB era a segunda maior sigla da Casa, com 81 deputados, atrás apenas do PT.

O ex-deputado usou seu poder de líder para atrair para sua órbita siglas do Centrão, o que garantiu sua eleição à presidência da Câmara em 2015, quando derrotou o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), candidato do governo.

“O Lira usa o Orçamento para tentar manter a base em torno dele e se reeleger presidente da Câmara. O Cunha fez algo parecido com a liderança do MDB”, avaliou à coluna o deputado Alexandre Padilha (PT-SP).

Lira “entrega resultado”

Aliados de Lira minimizam a crítica de petistas. Nos bastidores, admitem que ele tem o controle sobre a distribuição de emendas, mas ressaltam que “entrega resultado”, com aprovação de matérias de interesse do governo.

Embora esteja alinhado ao presidente Jair Bolsonaro, aliados de Lira também reconhecem que o deputado pretende disputar reeleição ao comando da Câmara em 2023, qualquer que seja o presidente da República eleito em 2022.

Para poder tentar recondução ao comando da Casa, contudo, o parlamentar do PP de Alagoas precisa primeiro se reeleger deputado federal no pleito de outubro do próximo ano.


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