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17/08/2021 às 21h23min - Atualizada em 17/08/2021 às 21h23min

“Eu avalio como uma derrota significativa dos EUA que após 20 anos no Afeganistão não conseguiram estruturar um exército que tivesse forças frente ao Talibã”

Por Letycia Holanda
https://www.msn.com/pt-b
Divulgação
No último domingo (15), o Talibã tomou a cidade de Cabul e voltou ao poder no Afeganistão, 20 anos depois de terem sido destituídos por uma coalizão militar internacional, liderada pelo Estados Unidos. O presidente Ashraf Ghani fugiu do país, e o palácio presidencial foi tomado pelos combatentes do grupo extremista. Nesta terça, o Talibã já controlava 19 das 34 capitais provinciais do país, e a situação se torna cada vez mais crítica.
 

Para a Coordenadora da graduação em Relações Internacionais da ESPM de Porto Alegre, Ana Simão, a crise que ocorre no Afeganistão após a tomada de poder do grupo extremista Talibã no país demonstra uma derrota americana.

“Eu avalio esse fato por alguns aspectos, primeiro como uma derrota significativa dos Estados Unidos, que após 20 anos de ocupação do Afeganistão, não conseguiram estruturar um exército que tivesse forças de se impor frente ao Talibã. Sempre lembrando que os EUA, ao longo dessas duas décadas investiram cerca de um trilhão de dólares em treinamentos com equipamentos sofisticados. Então, é o retorno ao início. Em 20 anos não houve um governo que minimamente estruturasse o país”, analisa Kalil.


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