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22/07/2021 às 14h10min - Atualizada em 22/07/2021 às 14h10min

Paulão, Rodrigo e Ramos reagem à ameaça golpista do ministro Braga Netto

Por: Voney Malta
https://www.cadaminuto.com.br/noticia
Por: Redes sociais

De acordo com reportagem do Estado de S. Paulo,  o ministro da Defesa,  Walter Braga Netto, fez chegar ao presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), que só haveria eleições em 2022 se o voto impresso e auditável entrasse em funcioamento. E para essa ameaça, segundo o interlocutor, Braga Neto contava com o apoio dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

A reação contrária a mais uma posição golpista e inconstitucional tem sido grande. "O Brasil espera uma manifestação do ministro da Defesa e dos comandantes das Forças Armadas sobre a grave reportagem de hoje. Nasci no Chile porque meu pai foi perseguido pela ditadura. Acompanhamos de perto o desenrolar do golpe do Pinochet, em 73. A história é implacável. E ela insiste em se repetir. Lá, um dos epicentros da crise que levou ao golpe foi a mudança no comando do Exército. Por aqui, o presidente tirou um general legalista, Fernando Azevedo, e o substituiu por um general personalista, que faz tudo o que ele deseja.", publicou nTwitter o ex-presidente da Cãmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

O deputado federal pelo PT de Alagoas, Paulão, também em sua rede social, afirmou que "As declarações do Ministro da Defesa, General Braga Neto, é típico de um "ditador de republiqueta. Não podemos ficar calados diante dessas provocações contra o Estado Democrático de Direito. Se o Brasil fosse uma democracia plena, o lugar dele seria na cadeia."

."Democracia e eleições em 2022. Cadeia para quem se atreve a ameaçar a democracia!", tuitou o jornalista Marcelo Godoy.

O deputado Marcelo Ramos (PL), vice-presidente da Câmara, afirmou que “numa democracia, quem decide se tem ou não eleição não são os militares, e, sim, a Constituição que eles juraram defender e cumprir. Portanto, se realmente houve o episódio, o ministro da Defesa se afasta do seu juramento militar e envereda por um golpismo que precisa ser combatido duramente pela sociedade, pelos Poderes e pelas instituições democráticas.”  

 

Leia abaixo alguns trechos da reportagem de Andreza Matais e Vera Rosa no O Estado de S.Paulo.

"No último dia 8, uma quinta-feira, o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), recebeu um duro recado do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, por meio de um importante interlocutor político. O general pediu para comunicar, a quem interessasse, que não haveria eleições em 2022, se não houvesse voto impresso e auditável. Ao dar o aviso, o ministro estava acompanhado de chefes militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica."

"Lira considerou o recado dado por Braga Netto como uma ameaça de golpe e procurou Bolsonaro. Teve uma longa conversa com ele, no Palácio da Alvorada. De acordo com relatos obtidos pelo Estadão, o presidente da Câmara disse ao chefe do Executivo que não contasse com ele para qualquer ato de ruptura institucional. Líder do Centrão, bloco que dá sustentação ao governo no Congresso, Lira assegurou que iria com Bolsonaro até o fim, com ou sem crise política, mesmo se fosse para perder a eleição, mas não admitiria golpe."

"Bolsonaro respondeu que nunca havia defendido um golpe. Afirmou, ainda, que respeitava “as quatro linhas da Constituição”, como sempre costuma dizer em público. Lira rebateu, observou que o emissário havia sido muito claro ao dar o alerta e avisou o presidente de que a Câmara não embarcaria em nada que significasse rompimento com a democracia."

"O recado dos militares e a reação de Lira são de conhecimento de um restrito grupo da política e do Judiciário com quem o Estadão conversou nas últimas duas semanas. Pela delicadeza do tema, todos pediram para manter os relatos sob sigilo. Desde segunda-feira o Estadão vem procurando o Ministério da Defesa, mas não obteve respostas para os questionamentos."

"O recado dos militares e a reação de Lira são de conhecimento de um restrito grupo da política e do Judiciário com quem o Estadão conversou nas últimas duas semanas. Pela delicadeza do tema, todos pediram para manter os relatos sob sigilo. Desde segunda-feira o Estadão vem procurando o Ministério da Defesa, mas não obteve respostas para os questionamentos."

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