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26/02/2022 às 22h56min - Atualizada em 26/02/2022 às 22h56min

Saúde recomenda cuidados com a pele durante a exposição ao sol no Carnaval

Dermatologista do PAM Salgadinho dá dicas para se proteger contra o sol e prevenir o câncer de pele

maceio.al.gov.br
Foto: Divulgação Internet

Em consequência do feriado prolongado de carnaval, muitos maceioenses aproveitam para se divertir e acabam expondo a pele ao sol por mais tempo. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) faz um alerta à população para que mantenha os cuidados necessários durante a exposição diária ao sol.

De acordo com a médica dermatologista do PAM Salgadinho, Letícia Paim, as altas temperaturas do verão exigem cuidados redobrados.

“As temperaturas mais quentes exigem hidratação redobrada. Portanto, deve-se aumentar a ingestão de líquidos no verão e abusar de água, sucos de frutas e água de coco. Também é indispensável a aplicação diária de hidratante após o banho com a pele úmida, pois ajuda a manter a quantidade de água na pele”, ressalta a especialista.

Médica dermatologista do PAM Salgadinho, Letícia Paim. Foto: arquivo pessoal

Médica dermatologista do PAM Salgadinho, Letícia Paim. Foto: arquivo pessoal


Médica dermatologista do PAM Salgadinho, Letícia Paim. Foto: arquivo pessoal

A dermatologista destaca a importância do uso diário do protetor solar, um aliado para os cuidados com a pele, não só no carnaval, mas todos os dias.

“É essencial usarmos filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. O produto utilizado deve proteger contra radiação UVA e UVB, e precisa ter um fator de proteção solar 30, no mínimo. É importante, também, reaplicar o produto a cada duas horas nas atividades de lazer ao ar livre, quando houver transpiração excessiva e ao entrar na água. O uso do filtro solar é tão importante que, em crianças, já se inicia o uso a partir dos seis meses de idade, utilizando um produto adequado para pele mais sensível”, complementa.

Estatística

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Brasil, o número de casos novos de câncer de pele não melanoma esperados, para cada ano do triênio 2020-2022, será de 83.770 em homens e de 93.160 em mulheres, correspondendo a um risco estimado de 80,12% casos novos a cada 100 mil homens e 86,65% casos novos a cada 100 mil mulheres.

Em Maceió, ainda de acordo com o Inca, a estimativa para o ano de 2020, a cada 100 mil habitantes, era de 1,93% casos de câncer em homens e 2,6% casos de câncer em mulheres da capital.

“Para realizar um diagnóstico precoce de câncer, é importante consultar, periodicamente, um médico dermatologista. Pessoas sem histórico de câncer de pele devem ir uma vez ao ano. Já aquelas que possuem histórico da doença na família, precisam ir a cada seis meses”, recomenda Letícia Paim.

Câncer de pele

Existem dois tipos de câncer de pele: melanoma e não melanoma. O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo dados do Inca. Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado e tratado precocemente. Entre os tumores de pele, é o mais frequente e de menor mortalidade, porém, se não tratado adequadamente pode deixar mutilações bastante expressivas.

Já o câncer de pele melanoma, se diagnosticado tardiamente, tende a se espalhar para outras partes do corpo, no processo chamado metástase. No entanto, é quase sempre curável, se for descoberto em seus estágios iniciais.

“O melanoma representa apenas 3% dos casos de câncer de pele do Brasil, mas é importante se proteger do sol e procurar o médico assim que aparecer manchas em qualquer parte do corpo. Apesar de ser mais frequente em pessoas de pele branca, as pessoas com a pele preta não estão livres da doença. Nos indivíduos de pele preta, ele é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés”, explica a dermatologista.

Dicas para cuidar da pele e do corpo

  • - Usar diariamente filtro solar com fator de proteção 30, no mínimo, e reaplicar o produto a cada 2 horas
  • - Usar chapéu e roupas de algodão nas atividades ao ar livre, pois bloqueiam a maior parte de radiação UV. Tecidos sintéticos, como nylon, bloqueiam apenas 30%
  • - Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de lona ou algodão, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. Barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável e 95% dos raios UV ultrapassam o material
  • - Aplicar nas pontas dos cabelos fluido siliconado, pois impede que elas se danifiquem com o vento, sol ou a maresia
  • - Em caso de cicatrizes recentes pelo corpo, é importante protegê-las com barreiras físicas como adesivos, esparadrapos ou por meio de filtro solar, para evitar que fiquem escurecidas;
  • - Usar óculos de sol com proteção UV
  • - Evitar a exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h

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