Crise do lixo: Defensoria entra na Justiça e aponta risco de colapso em Maceió

Segunda ação contra o município em menos de uma semana cobra R$ 41,8 milhões; passivo começou a ser formado na gestão de JHC e foi herdado pelo prefeito Rodrigo Cunha

Por Redação
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Cortesia/Montagem

A Defensoria Pública de Alagoas ajuizou nessa segunda-feira (20) uma ação civil pública contra a Prefeitura de Maceió e a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) por causa da crise na coleta de lixo da capital. O órgão aponta que a falta de pagamento às empresas responsáveis pelo serviço já provoca acúmulo de resíduos em diferentes bairros e pode levar a um colapso operacional e sanitário.

Esta é a segunda ação apresentada pela Defensoria contra o município em menos de uma semana. O passivo começou a ser acumulado durante a gestão do ex-prefeito JHC, com valores referentes a faturas, reajustes e compensações financeiras desde 2023. O atual prefeito, Rodrigo Cunha, se deparou com o problema ao assumir a administração municipal e passou a enfrentar a pressão para normalizar os pagamentos e a coleta.

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A Defensoria pede que a Justiça determine o pagamento imediato de R$ 41.885.502,98 às empresas Via Ambiental e Naturalle. O passivo global descrito no processo chega a R$ 50,8 milhões, sendo R$ 26,9 milhões devidos à Via Ambiental e R$ 23,9 milhões à Naturalle. O órgão também quer que os futuros repasses sejam mantidos em dia para evitar a paralisação do serviço.

Segundo a ação, as empresas enfrentam dificuldades para comprar combustível e peças, pagar fornecedores, renovar equipamentos e manter a frota em circulação. Somente a operação da parte alta envolve 121 veículos pesados, mais de mil trabalhadores diretos e a coleta de mais de 25 mil toneladas de resíduos por mês, atendendo cerca de 600 mil moradores.

https://deolhoalagoas.com.br//downloads//44/44_21072026172741.pdf

O documento alerta que o lixo acumulado nas ruas aumenta a proliferação de ratos, baratas, moscas e mosquitos transmissores de dengue, zika e chikungunya. A Defensoria também aponta risco de formação de chorume, contaminação do solo, mau cheiro e queima irregular de resíduos, com impacto maior sobre moradores de bairros periféricos.

Além de cobrar a regularização da coleta, a Defensoria pede canais públicos para reclamações à Alurb, com respostas em até três dias. Em caso de descumprimento, solicita multa diária de R$ 20 mil, bloqueio de verbas vinculadas aos contratos e, como medida extrema, o sequestro judicial dos recursos 

Por: Redação

FONTE: Por: Agência de Notícias