Messi não foi para o jogo, mas Galvão foi torcer para a Espanha

Lionel Messi, o maior jogador da atualidade, teve atuação apagada na final da Copa

Por Por: Menon
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Lionel Messi - Evrim Aydin / Anadolu via AFP)

Os representantes do “jornalismo planilha” estavam fazendo de tudo para dizer que Messi é o maior jogador da história. Buscavam estatísticas e estatísticas. E o segundo título mundial seria a comprovação da tese. Que precisará ser revista. Lionel Messi, o maior jogador depois de Maradona, fez um final de Copa horrível. Se ele brilhou durante todos os jogos, foi uma peça apagada na derrota da Argentina para a Espanha. Apareceu apenas no segundo tempo da prorrogação, depois do gol de Torres.

No mais, foi totalmente ausente. Pode-se dizer que a Argentina foi totalmente sufocada. Ao final do jogo, foram 20 chutes a gol, com onze defesas de Dibu Martinez – este, sim, fez um grande jogo – contra dois chutes da Argentina, nenhuma defesa de Simón. Sim, pode-se dizer, mas Messi não é qualquer um. Ele deveria ter comandado uma postura diferente, deveria ter tirado um coelho da cartola, deveria ter feito alguma coisa que justificasse a esdrúxula comparação com Pelé.

Messi participou de três finais de Copa do Mundo, em 2014, 2022 e 2026, Em nenhuma delas, ele conseguiu vencer nos 90 minutos. Ou nos 120. O título veio nos pênaltis, contra a França. Mais que o resultado, sua participação na final, está comprovado que ele é um “apenas” um gênio, como Diego Armando Maradona. Acima deles, como o futebol foi inventado na Inglaterra, está o Rei. Rei Pelé.

O que se pode elogiar a Argentina é sua fibra, seu fogo interior. Com duas prorrogações a mais que a Espanha e com um dia a menos de descanso, ela conseguiu segurar o resultado diante de um time superior. E, quando esteve em desvantagem, com um homem a menos, com a zaga reserva, com apenas 15 minutos para fazer um milagre, acreditou. E foi à luta com todas suas forças.

Ponto negativo foi Paredes, distribuindo patadas durante e após o jogo. Deveria ter sido expulso. E também para a famosa torcida argentina, que congelou no estádio, aparecendo apenas para comemorar um carrinho ou outro.

A Espanha teve um reforço: Galvão Bueno, no SBT, em sua despedida. O tempo todo ficou falando mal da Argentina, elogiando a Espanha e criticando o árbitro. Chamou de frouxo, disse que a Eslovênia não merecia ter um árbitro na final. Só faltou o seu mais famoso bordão: “Ganhar é bom, mas ganhar da Argentina é muito melhor”.

FONTE: https://revistaforum.com.br