VÍDEO - Repórter chora ao falar sobre morte de agentes em Delmiro: ‘Me ajudaram muito'
Denivaldo Jardel e Yago Gomes foram mortos por outro colega de farda, Gildate Góes, na madrugada desta quarta-feira
Yago Gomes e Denivaldo Jardel. Foto: Cortesia / Montagem
O repórter Italo Timóteo surgiu profundamente abalado nas redes sociais ao comentar a morte dos policiais civis Denivaldo Jardel e Yago Gomes, ocorrida na madrugada desta quarta-feira (20), no Sertão de Alagoas. Em vídeos publicados nos stories do Instagram, o jornalista chorou ao lembrar a amizade que tinha com os agentes e a ajuda que recebeu deles no início da criação do portal “Italo Timóteo”.
Segundo as primeiras informações da investigação, os disparos teriam sido efetuados pelo também policial civil Gildate Góes, colega de trabalho das vítimas e considerado um agente de confiança da Delegacia Regional de Delmiro Gouveia. À polícia, ele relatou que cochilava no banco traseiro da viatura e, ao acordar, efetuou os tiros contra os colegas, que não tiveram chance de defesa.
Yago Gomes, de 33 anos, havia ingressado na Polícia Civil em 2023. Já Denivaldo Jardel, de 47 anos, tinha mais de uma década de atuação na corporação. O grupo retornava de uma ocorrência policial quando o crime aconteceu dentro do veículo.
Muito emocionado, Italo Timóteo contou que só conseguiu acreditar na tragédia ao chegar ao local.
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“Que dia triste, sem explicação. A ficha só caiu porque a gente chegou no local. A gente conhece as pessoas envolvidas e eu estou perplexo com tudo o que aconteceu. Eu chorei, lamentei, não quis acreditar”, desabafou.
Durante o relato, o jornalista lembrou a convivência próxima que tinha com Denivaldo e Gildate e destacou o apoio que recebeu deles nos momentos mais difíceis da carreira.
“São pessoas que fizeram parte da minha vida, que me ajudaram muito. O Denivaldo era uma pessoa de um caráter que dispensa comentário. O Gildate também. E é isso que me dói ainda mais.”
Em lágrimas, Italo afirmou que custava acreditar no envolvimento de Gildate no caso.
“Eu acreditaria em qualquer outra coisa, mas não que o Gildate pudesse fazer isso. Só quem conhecia sabe do que estou falando.”
O repórter também fez um alerta sobre saúde mental e pediu que as pessoas evitem julgamentos precipitados.
“Cuidem da sua mente. Por muito tempo eu dizia que isso era besteira, mas agora eu entendo que temos que cuidar da nossa mente porque somos falhos, fracos.”
Ao recordar o início da trajetória profissional, Italo revelou que os policiais o ajudavam financeiramente quando ele ainda não tinha estrutura para trabalhar.
“Para vocês terem ideia, no meu começo eu não tinha dinheiro para colocar gasolina e eles me ajudavam. Hoje eu tenho que noticiar isso. Dói demais.”
Ele ainda relembrou o carinho que recebia de Denivaldo, que o chamava de “gordinho”, e lamentou a perda de pessoas que acompanharam toda a sua caminhada profissional.
“Eles viram todo meu sofrimento para chegar onde cheguei. Esses dias o Denivaldo falou: ‘como você cresceu, gordinho’. Isso me dói demais porque só eu sei o que esses caras fizeram por mim.”
Em outro trecho do desabafo, o jornalista definiu o episódio como uma das maiores tragédias que já presenciou.
“Hoje eu vi três pessoas morrerem: duas serem mortas e uma matar uma história.”
A Polícia Civil de Alagoas informou, por meio de nota, que todos os procedimentos legais estão sendo adotados e que mais informações serão divulgadas após o avanço das investigações.