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Caso Master: a doação de cunhado de Vorcaro que assombra o governo Tarcísio

Entenda por que a crise do Master preocupa o governo Tarcísio de Freitas

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Caso Master: a doação de cunhado de Vorcaro que assombra o governo Tarcísio
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, falou a jornalistas sobre episódio do "CEO" - (Pablo Jacob/Governo do Estado de SP)

A proximidade financeira entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o entorno do banqueiro Daniel Vorcaro, tem levantado cada vez mais suspeitas. O elo principal identificado pela oposição é a vultosa doação eleitoral realizada por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, durante a campanha estadual de 2022.

Zettel, também preso no escândalo do Master, repassou R$ 2 milhões aos cofres da chapa liderada por Tarcísio.

No mesmo ciclo eleitoral, o mesmo operador financeiro destinou R$ 3 milhões à campanha presidencial de Jair Bolsonaro.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirma que a  a origem dos recursos de campanha é a chave para desvendar o que realmente aconteceu.

“Tarcísio de Freitas. Esse é o próximo nome que vai aparecer nesse escândalo do Master e do Vorcaro”, afirmou o parlamentar em declaração pública neste domingo (18).

“Vai aparecer privatização da Sabesp e da EMAE. Espere cenas para o próximo capítulo”, alertou Lindbergh.

O que está no Ministério Público

A denúncia formalizada pelo deputado Antônio Donato (PT-SP) na Promotoria de Justiça do Patrimônio Público (PJPP) sustenta que houve uma troca de favores.

Após assumir o mandato, Tarcísio conduziu as privatizações da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE) e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Ambas as operações envolveram agentes econômicos diretamente vinculados à estrutura financeira de Vorcaro.

No caso da EMAE, leiloada em abril de 2024, o vencedor foi o Fundo Phoenix. A aquisição foi viabilizada por debêntures estruturadas com apoio do Banco Master.

Posteriormente, a executiva Karla Maciel Dolabella, ex-responsável por fusões e aquisições da instituição financeira de Vorcaro, assumiu a presidência da estatal privatizada. Sua saída do cargo, em dezembro de 2025, ocorreu em meio ao avanço das apurações policiais.

A venda do controle acionário da Sabesp, concretizada em julho de 2024, também aponta para essa rede de influências.

A empresa foi adquirida pela Equatorial, cujo conselho administrativo era presidido por Carlos Piani. Este mesmo executivo acumulava a liderança na Ambipar, empresa cujas ações lastrearam o fundo que comprou a EMAE. Piani assumiu a presidência da Sabesp em outubro de 2024.


FONTE: Por: Yuri Ferreira, Alice Andersen, Ivan Longo e Plínio Teodor
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