O governo Lula ligou o trator que costuma dar vantagem aos que os americanos chamam de incumbentes, os candidatos à reeleição, e os resultados começam a aparecer.
A Quaest desta quarta-feira (13) mostra o atual presidente com 42% no 2º turno contra 41% de Flávio Bolsonaro. É ali no osso. Mas a pesquisa de abril mostrava o filho de Bolsonaro na frente, por 42% a 40%.
Mas este não é a melhor notícia para Lula. O dado mais relevante desta Quaest é a melhora da avaliação do governo.
A desaprovação de Lula que era de 52% caiu para 49%, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46%.
A avaliação negativa da gestão passou de 42% para 39%, e a positiva subiu de 31% para 34%.
A balança ainda não se inverteu, mas já dá sinais de que isso pode vir a acontecer em breve se o governo conseguir faturar com novas medidas populares.
Entre os fatores que influenciaram a melhora da avaliação de Lula, a principal foi a visita do presidente brasileiro à Casa Branca: 70% souberam do encontro com Trump e 43% consideram que o presidente saiu mais forte dessa reunião, contra 26% que acharam que ele saiu mais fraco.
O Desenrola 2.0 também surtiu efeito positivo, 57% já ouviram falar do programa contra 43% que ainda não. Desse total, 50% acharam uma boa ideia, 22% uma ideia que ajuda um pouco e só 23% uma má ideia.
O Caso Master e o envolvimento de Ciro Nogueira neste grande esquema de corrupção ainda não chegaram como se imaginava na maior parte da população: 54% não ouviram falar contra 46% que sim. A campanha de Lula ainda tem muito o que explorar neste assunto.
Lula ainda tem dois grandes trunfos, o anúncio da revogação da taxa das blusinhas que não foi medido nesta pesquisa e a aprovação do fim da escala 6×1, que é um dos seus grandes objetivos.
Isso pode reverter a balança da aprovação e desaprovação do seu governo já numa próxima pesquisa. E ai é continuar botando o trator do governo pra funcionar. Porque governar é fazer acontecer. É isso que o povo quer.
Quem apostou que o governo Lula 3 tinha acabado depois da rejeição do nome de Messias ao STF errou feio. Mais uma vez, aliás.