Um integrante das forças especiais dos Estados Unidos foi preso sob acusação de transformar informação sigilosa em lucro pessoal. O caso envolve o sargento Gannon Ken Van Dyke, apontado como participante da operação que resultou no sequestro de Nicolás Maduro em janeiro deste ano.
Segundo autoridades americanas, o militar teria utilizado dados confidenciais aos quais tinha acesso para antecipar cenários ligados à ação. A partir disso, conseguiu obter lucro de cerca de US$ 400 mil, o equivalente a aproximadamente R$ 2 milhões.
A investigação aponta que ele fez diversas movimentações financeiras nas semanas anteriores à operação, apostando em desdobramentos como a presença de tropas americanas na Venezuela e a saída de Maduro do poder.
Acusações e investigação
O caso foi levado à Justiça em Nova York, onde um júri formalizou acusações que incluem fraude, uso indevido de informações confidenciais e movimentações financeiras ilegais. Segundo informações da imprensa americana, promotores afirmam que o militar participou diretamente do planejamento da ação e, por isso, tinha acesso a dados estratégicos.
Informações classificadas, segundo o Departamento de Justiça, são fornecidas exclusivamente para execução de missões, e não podem ser utilizadas para benefício próprio.
Além das acusações criminais, o caso chamou atenção por envolver um tipo de mercado ainda pouco regulado, baseado em previsões sobre eventos do mundo real. A investigação também foi impulsionada após movimentações consideradas atípicas serem identificadas.
Donald Trump afirmou não ter detalhes do caso, mas comparou a situação a escândalos esportivos envolvendo apostas internas.