Apenas algumas horas depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a solturado funkeiro MC Ryan SP, de MC Poze do Rodo e do criador da página “Choquei”, Raphael Sousa Oliveira, a Justiça Federal aceitou o novo pedido feito pela Polícia Federal (PF) e decretou, nesta quinta-feira (23), a prisão preventiva dos três e de mais 33 investigados na Operação Narco Fluxo.
Todos estão na mira por suposto envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e uso de redes sociais para mascarar o lucro do crime organizado.
Depois que o STJ revogou a decisão inicial, a PF enviou nova solicitação de prisão preventiva, alegando que as medidas cautelares alternativas seriam ineficazes no processo e que a liberdade dos investigados ameaçava a ordem pública e a integridade das provas.
A Operação Narco Fluxo investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão. De acordo com a PF, o grupo utilizaria diferentes mecanismos para ocultar a origem dos recursos, incluindo apostas ilegais, rifas clandestinas, empresas de fachada, uso de “laranjas”, criptomoedas e transferências internacionais. Parte dos investigados também é suspeita de manter vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
As investigações que levaram à operação tiveram origem na análise de arquivos armazenados em nuvem, obtidos em ações anteriores da PF que já apuravam crimes financeiros e tráfico internacional de drogas.
Entenda a Operação Narco Fluxo
De acordo com as investigações, o grupo teria estruturado um esquema sofisticado de lavagem de capitais, com mecanismos voltados à ocultação e dissimulação de recursos.
Os métodos identificados incluem transações financeiras de grande porte, circulação de dinheiro em espécie e uso de moedas digitais. O montante movimentado pelos investigados supera R$ 1,6 bilhão.
A operação mobilizou mais de 200 agentes federais, responsáveis pelo cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.
O que foi apreendido
Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos e alcançaram endereços nos seguintes estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás — e no Distrito Federal.
Entre os materiais apreendidos estavam veículos, dinheiro em espécie, documentos, equipamentos eletrônicos e um fuzil. O material recolhido está sendo utilizado para aprofundar as investigações em curso.
A Justiça também determinou medidas de constrição patrimonial, como sequestro de bens e restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades investigadas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
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