(PERIGO) - Ex-apoiadora de Bolsonaro diz que se Flávio se eleger haverá ditadura no Brasil
“Deixo aqui registrado meu medo, meu verdadeiro temor, para que o mundo fora do Brasil seja testemunha do que estou dizendo”, disse a ex-deputada
- O senador Flávio Bolsonaro e a representação do pai como o palhaço Bozo - Fotos: Adriano Machado/Reuters/Folhapress e Frame de vídeo das redes sociais
A ex-deputada federal Dayane Pimentel, que já foi uma das principais aliadas de Jair Bolsonaro (PL) no Nordeste, utilizou suas redes sociais neste domingo (1º) para lançar um alerta contundente sobre o futuro político do país. Para a ex-parlamentar, uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República em 2026 representaria o fim das liberdades democráticas no Brasil.
Em uma publicação direta e carregada de preocupação, Dayane traçou um cenário de controle totalitário sob uma nova gestão do clã Bolsonaro. “Se a família Bolsonaro voltar ao poder, anotem: haverá uma ditadura. A justiça, a mídia, o mundo político, as pessoas… tudo será controlado”, afirmou.
Veja a postagem original de Dayane Pimentel:
Se a família Bolsonaro voltar ao poder, anotem: haverá uma ditadura. A justiça, a mídia, o mundo político, as pessoas… tudo será controlado. Haverá perseguição, armações e tentativas de aniquilar qualquer um que esteja na lista de opositores. Deixo aqui registrado meu medo, meu…
— Professora Dayane Pimentel (@deppimentel) March 1, 2026
Dayane Pimentel, que rompeu com o bolsonarismo ainda em 2019, durante o primeiro ano do governo anterior, reforçou que o retorno do grupo ao Palácio do Planalto desencadearia um processo de vingança institucional. Segundo ela, o projeto de poder da família inclui o uso da máquina pública para aniquilar adversários.
“Haverá perseguição, armações e tentativas de aniquilar qualquer um que esteja na lista de opositores”, declarou a ex-deputada.
O tom do desabafo subiu quando Dayane apelou para a comunidade internacional, indicando que o risco ultrapassa as fronteiras brasileiras. “Deixo aqui registrado meu medo, meu verdadeiro temor, para que o mundo fora do Brasil seja testemunha do que estou dizendo”, concluiu.
A declaração ocorre em um momento de intensa movimentação política, com o nome de Flávio Bolsonaro sendo consolidado como o principal herdeiro do capital político do pai, que permanece condenado, preso e inelegível por ter tentado orquestrar um golpe de Estado após ser derrotado nas urnas por Lula (PT). O alerta da ex-aliada ecoa como uma advertência sobre os métodos e as intenções de um grupo que, segundo ela, não aceitará limites democráticos caso retorne ao comando da nação.