(O GOLPE DO 7 CONTRA 14) - Alcolumbre estaria decidido a suspender quebra de sigilo de Lulinha

Presidente do Senado, diante das provas de que houve fraude na contagem de votos na CPMI, deve determinar que aprovação não tem validade

Por Por: Henrique Rodrigues-
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- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O cenário político em Brasília entrou em ebulição desde a quinta-feira (26) após uma controversa votação na CPMI do INSS. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já sinalizou a interlocutores e aliados do Palácio do Planalto que deve anular a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). O motivo por trás da provável decisão é uma denúncia gravíssima: fraude ostensiva na contagem de votos.

A manobra ocorreu durante a aprovação de um “pacotão” de requerimentos em votação simbólica. Nesse rito regimental, a dinâmica é simples e visual: o presidente do colegiado pede que os parlamentares favoráveis permaneçam como estão (sentados) e que os contrários se manifestem de pé. Se a maioria se levantar, a matéria é rejeitada. No entanto, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a comissão e é ligado à ala bolsonarista, ignorou o contraste óbvio no plenário e declarou a aprovação da matéria como se a oposição ao requerimento fosse minoritária.

O placar do absurdo: 14 contra 7

Logo após o encerramento da sessão, que terminou em quebra-pau, uma comitiva de parlamentares da base governista, liderada pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), dirigiu-se à residência oficial de Alcolumbre para contestar o resultado. Segundo Pimenta, o erro de Viana não foi um equívoco de interpretação, mas uma manobra operada deliberadamente. As imagens que agora fundamentam o recurso são descritas como escandalosas: enquanto apenas 7 parlamentares permaneceram sentados para apoiar a quebra, exatamente o dobro, 14 parlamentares, levantou-se para registrar o voto contrário.

As evidências que estão sob análise da Presidência do Senado incluem as imagens da própria TV Senado, além de fotos e vídeos de celular que registram o momento exato da proclamação do resultado. O material expõe uma pergunta que ecoa nos corredores do Congresso: como os parlamentares de pé, em nítida superioridade numérica, poderiam ter sido derrotados em uma contagem visual básica?

Bastidores e próximos passos

Alcolumbre orientou que a contestação fosse protocolada formalmente na Presidência da Casa, anexando todo o material probatório que comprova a distorção do resultado. Informações de bastidor indicam que a Advocacia do Senado, a Polícia Legislativa e a Secretaria-Geral da Mesa já analisaram o conteúdo, e o parecer técnico reforça a tese de que houve uma quebra grave do rito regimental.

Embora a decisão oficial dependa de deliberações baseadas no Regimento Interno, o clima no Senado é de que a anulação é inevitável para preservar a integridade das votações. Paralelamente, Paulo Pimenta confirmou que levará o senador Carlos Viana ao Conselho de Ética, alegando que é “impossível” o presidente da comissão não ter notado a maioria esmagadora que se pôs de pé contra a medida. A expectativa agora gira em torno do anúncio oficial de Alcolumbre, que pode devolver o caso ao estágio anterior e impor uma derrota técnica à manobra da oposição na CPMI.

FONTE: https://revistaforum.com.br