Menino que se vestiu de nazista em formatura tem familiar fundador de seita supremacista
Garoto recebia estímulos da família para defender ideias extremistas e nazistas
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O caso do garoto que chocou o Rio Grande do Norte ao usar uma farda militar nazista no baile de formatura de medicina da Facene lança luz sobre um histórico familiar considerado, no mínimo, suspeito em relação a estímulos ao comportamento exibido no último sábado, segundo o Blog do Barreto.
Um exemplo é a médica Natália Lima, tia do jovem, que elogiou o “colar” da farda nazista em um comentário feito em uma postagem no Instagram. O objeto mencionado como “colar” trata-se da cruz de ferro, símbolo alemão posteriormente vinculado ao nazismo. Em outro post, ela publicou uma imagem descrevendo-o como “mini gênio”.
Além disso, ela é adepta e filha de “Mestre Adamir”, falecido em 2001 e apontado como um dos fundadores da União do Vegetal (UDV), entidade que, em 2013, foi alvo de investigação por supostas teses supremacistas brancas e eugenistas, a partir de denúncia apresentada por Marcelo Ribeiro Borges.
Já em 2024, a Operação Contragolpe apurou o uso da ayahuasca — chá de efeito alucinógeno — pela UDV com fins de doutrinação política pró-bolsonarismo. A investigação também identificou que Raimundo Monteiro de Souza, uma das lideranças do grupo, assinou um manifesto em defesa da intervenção das Forças Armadas para a derrubada da democracia. Em seus stories antigos, reunidos em um destaque identificado como “est”, ela publica conteúdos sobre esoterismo e ocultismo, além de manifestações de admiração ao presidente de extrema direita dos Estados Unidos, Donald Trump.
O blog também registrou, por meio de capturas de tela, postagens de teor nazista nas quais o garoto recebe estímulos para defender ideias extremistas.
Além disso, há indícios de que a família, no mínimo, foi conivente com as posições políticas do garoto ao permitir que ele entrasse no baile de formatura com roupas comuns e depois se trocasse para posar em fotos e vídeos ao lado das irmãs formandas e de outros familiares.
Durante o evento, um parente que acompanhava o garoto ainda tentou incentivar uma mulher a reproduzir a saudação nazista enquanto o menino fazia o gesto. Após o escândalo divulgado pelo Blog do Barreto, diversos familiares do garoto apagaram publicações ou tornaram seus perfis privados nas redes sociais. O próprio jovem também excluiu seu perfil.