Ele, nascido em berço de ouro e um verdadeiro sangue-azul, não se aguentou. Logo após as prisões em série dos condenados por integrar o núcleo crucial da trama golpista fracassada liderada por Jair Bolsonaro (PL), na tarde desta terça-feira (25), o deputado federal bolsonarista Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), que se jacta de ser “um integrante da família imperial”, que diga-se da passagem não tem império, correu para as redes para pregar abertamente separatismo e xenofobia.
O sempre fino e elegante “princeso” resolveu falar sobre o que representariam para o Brasil os estados que compõem as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, claramente desdenhando e ridicularizando os entes federativos do Norte e do Nordeste. Nada de novo no front, exceto o preconceito e “o rei na barriga” que sempre marcaram as elites nacionais.
“Hoje estamos no ‘pauta ou não pauta’ da anistia, há muito ativismo nas redes e isso escancara um problema maior.
Sul, Sudeste e Centro Oeste são as regiões que mais arrecadam e lideram os movimentos ativistas por mudanças; mas não são ouvidos e são expoliados.
Sul, Sudeste e Centro Oeste correspondem por cerca de 90% da arrecadação federal e mesmo assim aqueles que definem o orçamento, a agenda política e a presidencia da Câmara e o Senado vêm das demais regiões que juntas mal chegam a 10% da arrecadação federal.
A maior parte da classe média brasileira, dos pequenos e médios empresários, dos trabalhadores assalariados e dos ativistas nos movimentos de rua não são representados em Brasília”, postou o “nobre” sem trono.
Veja a postagem original:
Hoje estamos no ‘pauta ou não pauta’ da anistia, há muito ativismo nas redes e isso escancara um problema maior.
— Luiz Philippe de Orleans e Bragança (@lpbragancabr) November 25, 2025
Sul, Sudeste e Centro Oeste são as regiões que mais arrecadam e lideram os movimentos ativistas por mudanças; mas não são ouvidos e são expoliados.
Sul, Sudeste e…
Nos comentários, inúmeros lunáticos do bolsonarismo que mesclam todo tipo de maluquice até com a monarquia, mas também muita gente tirando sarro do “princeso” alecrim dourado que só aparece de forma pública para declamar alguma nova vergonha-alheia.