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(JUSTIÇA) - Defesa de Jair Bolsonaro oficializa pedido de prisão domiciliar humanitária

Advogados alegam que ex-presidente seria portador de múltiplas comorbidades graves e crônicas

Por Por Glauco Faria-
3 Min
(JUSTIÇA) - Defesa de Jair Bolsonaro oficializa pedido de prisão domiciliar humanitária
Créditos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolaram uma petição ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),  Alexandre de Moraes, relator da Ação Penal 2696, da trama golpista, solicitando a concessão de prisão domiciliar humanitária caso venha a ser determinada a execução da sua pena em regime fechado.

Na petição assinada por Celo Vilardi e Paulo da Cunha Bueno, a defesa pontua que pretende entrar com os recursos que considera cabíveis, como os embargos infringentes e eventuais agravos, mas, "conforme vem sendo amplamente noticiado pela imprensa, cogita-se a prisão do Peticionário em regime fechado, no sistema prisional", o que justificaria o pedido.

A solicitação inclui documentação médica e descreve que Bolsonaro, que tem 70 anos, seria portador de múltiplas comorbidades graves e crônicas.

Entre os problemas de saúde descritos estão complicações permanentes decorrentes do atentado de 2018, incluindo aderências intestinais, sequelas abdominais e risco elevado de obstrução intestinal; refluxo grave com episódios de pneumonia aspirativa; doenças cardiovasculares, como hipertensão e ateromatose; apneia do sono severa, com necessidade de uso de CPAP; carcinoma cutâneo, e "soluços incoercíveis", quadro que, segundo o laudo, já teria causado desmaio e necessidade de atendimento emergencial.

Caso Collor

Segundo os advogados, Jair Bolsonaro necessita de monitoramento médico contínuo, acesso a exames periódicos, medicações específicas e estrutura especializada que, segundo o pedido, não estaria disponível no sistema prisional comum.

A petição invoca o art. 318, II, do CPP, que autoriza substituição da prisão preventiva por domiciliar quando o agente estiver "extremamente debilitado por motivo de doença grave".

Os advogados lembram ainda que Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária ao também ex-presidente Fernando Collor de Mello, mesmo após a condenação definitiva à pena de 8 (oito) anos e 10 (dez) meses de reclusão, em regime fechado. "A decisão que deferiu o pleito foi fundamentada na grave situação de saúde do condenado – que contava, na ocasião, com 75 (setenta e cinco) anos e era portador de Doença de Parkinson, Apneia do sono grave e Transtorno Afetivo Bipolar – reconhecendo a necessidade de compatibilização entre a Dignidade da Pessoa Humana, o Direito à Saúde e a efetividade da Justiça Penal", diz a petição.

Em sua conclusão, a defesa perde que "em substituição ao regime inicial fechado fixado na condenação, a ser cumprida integralmente em sua residência, sob monitoramento eletrônico e com as restrições que Vossa Excelência entender cabíveis; (ii) a autorização para deslocamento exclusivo para tratamento médico, mediante prévia comunicação ou, em casos de urgência, justificativa no prazo de 48 horas".

Com informações do Migalhas


FONTE: https://revistaforum.com.br
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