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Bolsonaro passa mal e é levado às pressas para o hospital

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar e enfrenta uma grave crise de soluço

Por Por Marcelo Hailer-
5 Min
Bolsonaro passa mal e é levado às pressas para o hospital
Bolsonaro passa mal e é levado às pressas para o hospital. Créditos: EVARISTO SA / AFP

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal nesta terça-feira (16) e precisou ser levado às pressas para o hospital. De acordo com informações iniciais, ele enfrenta uma grave crise de soluço acompanhada de vômitos.

De acordo com informações divulgadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-presidente passou por uma forte crise de soluço, vômitos e pressão baixa. Ele foi encaminhado ao hospital acompanhado por policiais penais, que fazem a vigilância em sua residência.

"Presidente Bolsonaro sentiu-se mal há pouco, com uma crise intensa de soluço, vômitos e pressão baixa. Foi encaminhado ao DF Star, acompanhado de policiais penais que vigiam sua casa, em Brasília, por se tratar de uma emergência. Peço a oração de todos para que não seja nada grave", declarou Flávio Bolsonaro.

O ex-presidente Jair Bolsonaro fez sua primeira aparição pública depois da condenação por crimes contra a democracia brasileira neste domingo (13).

O líder da extrema direita, que deve passar 27 anos e 3 meses preso, foi liberado pelo ministro Alexandre de Moraes para realizar exames de saúde.

Após sua visita ao hospital DFStar, o condenado por tentativa de golpe de estado e organização criminosa pousou na frente do complexo de saúde para aludir à sua claque de fãs, que cantaram o hino nacional e gritaram "Volta, Bolsonaro".

Após o aceno aos seus fãs, Bolsonaro de fato voltou — não à presidência da República, mas para a prisão domiciliar —, de onde deve aguardar a decisão de Moraes que o enviará para o regime fechado.

Veja vídeo:

 

 

 

Condenado na última quinta-feira (11) a mais de 27 anos de prisão em regime fechado, o ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a prisão domiciliar na manhã deste domingo (14) para ir ao Hospital DF Star, em Brasília, onde passa por procedimentos para remover lesões na pele.

A ida de Bolsonaro à unidade de saúde foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs limite para a permanência do ex-presidente no local. Segundo a decisão, Bolsonaro deve retornar à sua residência assim que os procedimentos forem concluídos.

Bolsonaro foi levado ao hospital em um comboio da Polícia Federal (PF), sob forte vigilância. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que acompanha o ex-presidente, ficou desesperado com o aparato policial utilizado no transporte de seu pai até o DF Star e reclamou através das redes sociais.

"Um comboio com mais de 20 homens armados de fuzis ostensivamente, acompanhados de mais de 10 batedores, reduzindo a velocidade da bem abaixo da permitida na via, apenas para promover a humilhação de um homem honesto. Já no hospital, homens fardados e armados vigiam como se um senhor de 70 anos pudesse fugir por uma janela, assim como fazem em sua prisão domiciliar. Fica claro: o objetivo é fragilizá-lo, expô-lo e ofendê-lo, em nome da tal 'missão dada, missão cumprida' - até mesmo durante uma cirurgia! Isso é método de abate!", escreveu.

"Não há como não se indignar! Querem matar Jair Bolsonaro de um jeito ou de outro!", emendou o vereador.

Bolsonaro condenado

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão (24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção), pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, com um placar de 4 votos a 1, pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, formação de organização criminosa, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.

Prevista para a sexta-feira (12), a dosimetria da pena foi realizada ainda nesta quinta (11), pondo fim ao julgamento, logo após os cinco ministros daquele colegiado, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux, analisarem as bases legais para o estabelecimento do número de anos que constará na sentença. O ex-presidente também foi condenado a pagar 248 salários-mínimos (em valores da época em que o crime foi cometido)

Tendo em vista que a condenação à prisão foi maior do que 8 anos, Bolsonaro terá que começar a cumprir a pena em regime fechado após a análise do único recurso possível, os embargos de declaração, que não têm potencial para alterar a sentença.


FONTE: https://revistaforum.com.br
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