Brasil, China e Índia ‘matam’ os EUA com tantas tarifas, diz Trump, que volta a distorcer números
Trump recorrerá à Suprema Corte para defender as tarifas a importações Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
Trump ainda mencionou que as ações estão caindo nesta terça-feira por conta do “medo” de a decisão sobre a ilegalidade de tarifas ser mantida. Pouco depois, o presidente disse que o mercado de ações caía diante da “grande incerteza” sobre o assunto. O sentimento de cautela de hoje, no entanto, foi marcado pela alta de rendimentos soberanos nas principais economias desenvolvidas globais.
‘Se conseguirmos reverter decisão judicial sobre tarifas, mercado de ações vai disparar’, afirmou Trump.
Na sexta-feira, 29, um tribunal federal de recursos decidiu que muitas das tarifas mais punitivas de Trump são ilegais. A decisão representa um revés para o governo americano, que pode prejudicar severamente sua principal fonte de influência em uma guerra comercial global que deflagrou.
O Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito Federal confirmou a conclusão de um tribunal inferior de que Trump não possui poderes ilimitados, sob a lei, para impor impostos sobre quase todas as importações dos EUA. Mas os juízes de apelação adiaram a implementação de sua ordem até outubro para dar ao governo tempo para buscar revisão pela Suprema Corte, o que permitiria que Trump mantivesse suas contestadas medidas em vigor por enquanto.
Balança comercial favorável aos EUA
Os EUA são o segundo parceiro comercial para o qual o Brasil mais exporta, atrás apenas da China. A balança comercial do País com os norte-americanos teve déficit de US$ 1,67 bilhões no primeiro semestre deste ano; ou seja, a economia brasileira importa mais do que exporta para os EUA.