(ALDO POPULAR) - Tentativa de flagrante de carne clandestina em Porto Real do Colégio termina em agressão e roubo de celular
Ex-funcionário denuncia supermercado ligado a ex-prefeito por vender carne clandestina, sofrer agressão e ter celular roubado.
Imagem: Aldo Popular, sobrinho Moraes e o cunhado Sinair/Montagem
Uma tentativa de flagrante envolvendo carga de carne supostamente clandestina, em um supermercado da cidade de Porto Real do Colégio (AL) — estabelecimento que, segundo relatos, pertence ao ex-prefeito Aldo Borges, conhecido como Aldo Popular — terminou em agressões físicas e no roubo de um aparelho celular, conforme registrado no Boletim de Ocorrência (BO) pela vítima.
O denunciante, o ex-funcionário Antônio Fernandes Gomes, conhecido como Tony, relatou que foi agredido no último dia 9 de agosto de 2025, nas imediações do Supermercado Popular. Segundo o BO, confeccionado pelo 85º Distrito Policial, ele afirma que, "se aproximou do local com o objetivo de gravar um vídeo que comprovasse o transporte irregular e o acondicionamento inadequado da carne comercializada, seguindo orientação de sua advogada". O material serviria para reforçar denúncia já feita anteriormente.
A iniciativa também teria sido motivada pela insatisfação com os valores recebidos em sua rescisão trabalhista. Tony já havia recorrido à Justiça para rever tais valores, mas, até a data do ocorrido, não obteve êxito. Ainda de acordo com o BO, ele trabalhou por quase dez anos como açougueiro no supermercado, mas nunca teve essa função registrada na carteira de trabalho, constando apenas como “repositor de mercadorias”. (Outra irregularidade)
Abuso de poder, retaliações e intimidações
O documento policial aponta como supostos agressores Aldo Popular, seu cunhado Sinair e o sobrinho Moraes. O modus operandi adotado contra o trabalhador expõe um cenário de subserviência e medo, além de tensões familiares e políticas que há anos marcam a vida local.
Responsabilização dos “brucutus” violentos
Para embasar o processo judicial com provas técnicas, foi solicitado um exame pericial que comprove as lesões corporais sofridas por Antônio. A medida busca viabilizar a responsabilização criminal e civil dos envolvidos nas agressões.
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Após a confusão, a vítima dirigiu-se ao Instituto Médico Legal (IML) para realizar exame de corpo de delito, a fim de comprovar as lesões sofridas ao ser arrastado por seguranças violentos, já conhecidos na cidade por sua má reputação.
Ao que tudo indica, o clã do ex-prefeito da “água batizada” deverá se explicar na Justiça sobre o tratamento dado a opositores, além das acusações de descumprimento das leis trabalhistas, irregularidades na origem de mercadorias e outras práticas questionáveis. No caso específico, a carne bovina comercializada segue sob suspeita de clandestinidade, conforme a denúncia registrada.
Será que, desta vez, o boi vai “falar”?
Por: Redação com informações locais