"Gadociata": ex-aliado vai pra cima de Bolsonaro por causa de motociata no DF; vídeo
Ex-bolsonarista Jackson Villar, que alega ter sido criador do termo “motociata”, quer processar deputado Gustavo Gayer por uso indevido do nome em "último evento" do ex-presidente, réu por tentativa de golpe no STF
Créditos: Reprodução / Redes sociais
Ex-bolsonarista, Jackson Villar que se diz autor do termo “motociata”, criado para descrever os eventos com motociclistas realizados durante o governo Bolsonaro, afirmou nesta semana que vai processar o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) por uso indevido do nome. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele reivindica a autoria do nome e alega que o termo está registrado, sendo, portanto, de uso exclusivo. Ele rompeu com o ex-presidente em outubro de 2023.
Segundo o ex-bolsonarista, o nome “Motociata” não pode ser utilizado em eventos políticos, especialmente os promovidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Villar exige que Gayer retire de suas redes sociais as postagens que promovem uma nova "motociata" em apoio ao ex-presidente, sob pena de um processo judicial com pedido de indenização de R$ 10 milhões.
“O termo é de minha autoria e está patenteado. Nenhum político ou apoiador de Bolsonaro tem autorização para usar o nome ‘Motociata’. Caso o deputado não remova a publicação em até duas horas, entrarei com uma ação na Justiça [...] Eu vou processar você, seu deputado de m***, seu traidor da pátria”, declarou.
Veja o vídeo:
Ver essa foto no InstagramUma publicação compartilhada por JACKSON VILAR (@jacksonvilarsp)
O ex-bolsonarista também mencionou o Capital Moto Week, um dos maiores eventos motociclísticos da América Latina, realizado anualmente na capital federal. Ele diz que o Motoweek é uma celebração tradicional da cultura motociclista e que não tem qualquer relação com manifestações de cunho político. “Os motociclistas de verdade não têm relação com política. O Motoweek é um evento sagrado em Brasília. Misturar isso com campanha é desrespeitoso”, disse.
Em tom indignado, Villar também ironizou o uso da marca para fins eleitorais e sugeriu que apoiadores do ex-presidente utilizem outros nomes para seus eventos, como "gadociata", em referência aos seguidores de Bolsonaro.
Vilar já fez declarações nas redes sociais em defesa da ditadura militar. No ano de 2021, chegou a exaltar o golpe de 1964, escrevendo: “Salve o dia 31 de março de 1964, o dia em que o Brasil disse não ao comunismo”. Além disso, promoveu discursos de incitação à violência em 2022, incentivando seguidores a atacar urnas eletrônicas e cometer assassinatos.
Com a participação confirmada de Bolsonaro, a segurança será reforçada em Brasília. Segundo o governo do Distrito Federal, o trajeto deve ocorrer no Eixão, com concentração na Granja do Torto. A Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes terão acesso restrito após decisão de Alexandre de Moraes, que proibiu aglomerações consideradas como “atos criminosos” em frente ao STF.
O ex-presidente está proibido de manter contato com investigados, de se aproximar de embaixadas e é obrigado a usar tornozeleira eletrônica. Caso decida participar do ato, como prometido, poderá ser preso por descumprimento das medidas cautelares.
Racha no bolsonarismo
Desde o anúncio de Trump da taxação de 50% ao Brasil, Eduardo faz críticas a Nikolas e cobra mais posicionamento em defesa da postura do presidente dos EUA e também em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto Flávio Bolsonaro defende o deputado, o caso também expôs um racha profundo entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal licenciado, inclusive entre grandes empresários e a Faria Lima.
Isso tem respingado nas pesquisas e mantendo o governo Lula em um nível amplo de aprovação: a maioria dos brasileiros rejeita as ações e declarações de Donald Trump, segundo a última pesquisa Quaest. Para 72% dos entrevistados, é errado vincular tarifas a processos judiciais contra Jair Bolsonaro, e 79% acreditam que a medida impactará negativamente sua vida. Além disso, 63% discordam da ideia, defendida pelo ex-presidente dos EUA, de que o comércio entre Brasil e Estados Unidos seja injusto.